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<title>InterBlogs</title>
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<description>Todos os Blogs</description>
<language>pt</language>
<pubDate>Wed, 19 Nov 2008 21:20:01 -0200</pubDate>

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<title>Um Recife (quase) parado no tempo</title>
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<description>Há um Recife profundo, desconhecido pela classe média emergente moradora das zonas norte (Casa Forte e circunvizinhanças) e sul (Boa Viagem etc.), que aflora em minha memória quando volto de São José da Coroa Grande e saio da BR 101 à altura de Tejipió.  É a zona sudoeste da cidade, um corredor que vai do citado Tejipió até Afogados, passando por Sancho, Barro, Areias, Estância, onde somente agora, conforme leio num saite qualquer, está sendo festejada a chegada de modernos empreendimentos imobiliários. Penso justamente o contrário, sem qualquer laivo de imobilismo ou fobia ao progresso, apenas escabreado com os resultados do progresso a qualquer preço. O caso é um ótimo exemplo.</description>
<category domain="http://www.interblogs.com.br/homerofonseca">Homero Fonseca</category>
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<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 17:42:00 -0200</pubDate>
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<title>Pânico e poesia no vôo 980</title>
<link>http://www.interblogs.com.br/homerofonseca/post.kmf?cod=7882598</link>
<description>Rei Berroa, 59 anos, poeta dominicano, professor na George Mason University  no estado da Virginia, EUA, regressava do Recife para Miami, após participar da Fliporto, domingo 9 de novembro, quando o avião em que viajava sofreu uma pane numa turbina e teve de retornar uma hora depois de estar sobrevoando o Atlântico. Foi uma hora de pânico, choro e reza entre os passageiros. O poeta, entretanto, resolveu escrever um poema sobre aquele momento extremo que estava vivendo. Foi uma atitude verdadeiramente poética. O poema me comoveu, como raramente me ocorre com a poesia contemporânea. Transcrevo-o a seguir, assim como a tradução que intentei, para a qual tive a colaboração em forma de mirada crítica de Eduardo César Maia, cabendo-me, entretanto, toda a responsabilidade pelo eventual resultado pífio.</description>
<category domain="http://www.interblogs.com.br/homerofonseca">Homero Fonseca</category>
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<pubDate>Thu, 13 Nov 2008 17:53:00 -0200</pubDate>
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<title>O herói grego e a onça sertaneja</title>
<link>http://www.interblogs.com.br/homerofonseca/post.kmf?cod=7871359</link>
<description>Leio no interessante livro &quot;100 lições para viver melhor - Histórias da Grécia Antiga&quot;, de Cláudio Moreno (o autor contou no Sarau Eléctrico de que participei em Porto Alegre, terça-feira passada, que o título foi imposição do editor) a história do marinheiro que se dirigiu a Posêidon durante uma tempestade: &quot;Ó deus do mar, tu podes me poupar, se quiseres, ou podes me destruir; mas, seja qual for tua decisão, vais me encontrar com o braço firme no leme deste navio&quot;. Há uma anedota popular no Nordeste que corresponde a uma versão engraçado do mito grego. É a seguinte: Deparando-se um matuto, em plena floresta, com uma feroz onça pintada, saca do seu facão e, levantando os olhos aos céus, brada ao Senhor - &quot;Deus meu, se fores meu amigo, fazei com que acerte o coração da onça com meu facão e me safe deste perigo; se fores amigo da onça, fazei com que ela me acerte logo uma patada fatal, abreviando meu sofrimento. Agora, se não fores nem meu amigo nem amigo da onça, senta naquela pedra ali pra ver uma briga da gota serena!&quot;</description>
<category domain="http://www.interblogs.com.br/homerofonseca">Homero Fonseca</category>
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<pubDate>Mon, 10 Nov 2008 19:26:00 -0200</pubDate>
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<title>Bibiu na TV Senado</title>
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<description>Para quem tiver a pachorra de assistir: neste domingo, 9 de novembro, estarei no programa &quot;Leituras&quot;, apresentado por Maurício Melo Jr., na TV SENADO, às 8 e meia da noite (horário de Brasília, 7 e meia horário do Norte-Nordeste). O tema principal é o Bibiu, personagem de &quot;Roliúde&quot; mas a conversa passou por Platão e Aristóteles e o humor na literatura, origens do picaresco, movimento armorial, memória de Caruaru, o escambau.</description>
<category domain="http://www.interblogs.com.br/homerofonseca">Homero Fonseca</category>
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<pubDate>Sun, 09 Nov 2008 12:08:00 -0200</pubDate>
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<title>Cultura em tempos de crise</title>
<link>http://www.interblogs.com.br/sergioxavier/post.kmf?cod=7866055</link>
<description>Íntegra de entrevista concedida à jornalista Mirella Martins e publicada parcialmente em reportagem deste domingo (9/11) no Jornal do Commércio do Recife.</description>
<category domain="http://www.interblogs.com.br/sergioxavier">Sérgio Xavier</category>
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<pubDate>Sun, 09 Nov 2008 07:30:00 -0200</pubDate>
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<title>Literatura sem frescura</title>
<link>http://www.interblogs.com.br/homerofonseca/post.kmf?cod=7861777</link>
<description>Toda vez que vou a Porto Alegre mais surpreso fico. Desta vez, durante visita à 54a Feira do Livro de POA, descobri o Sarau Eléctrico, no Ocidente, um bar alternativo comme il faut. É verdade que a idéia começou modestamente e, ao longo de sete anos, se firmou: toda terça-feira, o bar lota para ouvir poesia, crítica, conto e comentários inteligentes sobre literatura, artes, filosofia. Agora, toda terça-feira tem Sarau, com entrada paga (R$ 10,00). Os astros são os escritores e professores Luís Augusto Fischer e Cláudio Moreno, a escritora e publicitária Cláudia Tajes e a apresentadora de TV Katia Suman. Gente do primeiríssimo time que sustenta uma conversa informal, dinâmica, bem humorada. Nada da caretice que certos bem pensantes (nelhor dizer mal pensantes) associam ao fazer literário, tentando fazer crer que sisudez seria sinônimo de profundidade, quando mais das vezes é apenas cortina para esconder certa incapacidade em produzir coisas que interessam. (Algo análogo ao que se faz com a literatura no segundo grau e no vestibular, afastando completamente os jovens do tema, apresentado como obrigação chata etc e tal.) Na terça-feira, dia 5, a conversa toda girou sobre escritores pernambucanos ou pernambucanizados. Foram lidos e comentados textos de Manuel Bandeira, João Cabral, Gilberto Freyre, André Laurentino, Xico Sá, para um público interessado e vibrante (a maioria jovens, mulher bonita a dar com o pau... Hum, acho que cometi um ato falho!) E o locutor que vos fala foi convidado para ler um trecho do romance &quot;Roliúde&quot;, com grande receptividade (estavam lá, para provar, o escritor Ronaldo Correia de Brito que, com sua experiência na dramaturgia, me deu umas aulas de leitura interpretada de textos; sua mulher, Avelina; minha mulher Iracema; Liliana Magalhães, do Santander Cultural; Álvaro, Vera e Virgínia Germani; Ghissia Hauser). Pra resumir, foi uma experiência e tanto...</description>
<category domain="http://www.interblogs.com.br/homerofonseca">Homero Fonseca</category>
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<pubDate>Fri, 07 Nov 2008 09:51:00 -0200</pubDate>
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<title>Muito além do eixo Rio-São Paulo</title>
<link>http://www.interblogs.com.br/homerofonseca/post.kmf?cod=7842051</link>
<description>A Feira do Livro de Porto Alegre, agora em sua 54ª edição, é uma maravilha. Transbordando da Praça da Alfândega até o Cais do Porto, na parte velha da cidade, encharca de literatura o cotidiano dos gaúchos, atraindo gente de toda a parte. Este ano, a Feira, iniciativa da Câmara Riograndense do Livro, homenageia o estado de Pernambuco, levando um monte de escritores e artistas populares pernambucanos. No ano que vem, retribuiremos, levando a gauchada para a VI Bienal Internacional do Livro de Pernambuco. O importante desse intercâmbio é a descoberta de afinidades significativas entre os dois estados, para além das diferenças geográficas e culturais específicas. Fomos protagonistas de nossas próprias histórias (a Farroupilha e a Praieira são bons exemplos), conservamos forte identidade cultural (coisa que neoliberais de todos os calibres arrenegam, mas isso é outra discussão) e nos consideramos, de certa forma, subestimados pelo eixo cultural e economicamente hegemônico, o Rio Maravilha e a Paulicéia Desvairada (e bota desvairada nisso). O engraçado é que a turma da USP, ideologicamente correta, protesta e brada contra o neocolonialismo do 1º Mundo, mas reproduz, em relação ao resto do Brasil, a dicotomia Centro x Periferia. Faz mal não. Vamos caminhando em frente e mostrando, como essa Feira de Porto Alegre, o que somos capazes de criar.</description>
<category domain="http://www.interblogs.com.br/homerofonseca">Homero Fonseca</category>
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<pubDate>Sat, 01 Nov 2008 18:29:00 -0200</pubDate>
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<title>Adeus à Continente</title>
<link>http://www.interblogs.com.br/homerofonseca/post.kmf?cod=7835015</link>
<description>Depois de oito anos integrando honrosamente a equipe da revista, desligo-me da &lt;b&gt;Continente&lt;/b&gt;, a partir de hoje, para cuidar de projetos literários e editoriais próprios. Como diria um antigo namorado, foi bom enquanto durou. Irei morar a maior parte do tempo em São José da Coroa Grande, ao lado de Iracema, cercado por 12 cajueiros, dois coqueiros, uma mangueira e um bocado de planta, bem pertinho do mar. Não é aposentadoria mas desaceleração do ritmo de vida. Dois ou três dias por semana estarei no Recife, tratando de trabalhos que levarei para a praia e darei continuidade no meu lap-top. Entre os projetos, a curadoria da Bienal do Livro de Pernambuco/2009; a pesquisa e redação de livros sobre a toponímia do Rio Grande do Norte, Paraíba e Alagoas (em fase de aprovação pelo Minc/Lei Rouanet), nos moldes do &lt;b&gt;Pernambucânia&lt;/b&gt;, cuja 2ª edição vem de ser lançada; e a transpiração para escrever um segundo romance, sem título ainda, já esboçado. Também ando envolvido com a possível adaptação de &lt;b&gt;Roliúde&lt;/b&gt; para o teatro (Recife, por Moncho Rodriguez, e Rio, por João Ricardo Oliveira) e o cinema. Forte abraço para todos com quem tive o prazer de conviver nos tempos da &lt;b&gt;Continente&lt;/b&gt; e o chamado para que cotinuemos a nos encontrar aqui neste Blog.</description>
<category domain="http://www.interblogs.com.br/homerofonseca">Homero Fonseca</category>
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<pubDate>Thu, 30 Oct 2008 15:40:00 -0200</pubDate>
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<title>Porque Graciliano Ramos não lia Proust</title>
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<description>Em entrevista a Geneton Moraes Neto, em abril de 2004, contou LEDO IVO: &quot;Havia,em Graciliano Ramos, um detalhe que me impressionava: o problema da formação literária. Eu ficava impressionado com o fato de que a formação literária de Graciliano Ramos era  de certa maneira  muito reduzida. Baseava-se nos brasileiros Machado de Assis e Aluísio Azevedo  um autor de quem ele gostava , no português Eça de Queiroz e nos russos Tolstói, Dostoievski e Gorki. Com esse pequeno mundo de leitor, Graciliano Ramos fez uma obra grandiosa. Nunca leu Marcel Proust, por exemplo. Quando eu perguntava por que, ele dizia : Não leio veados !  (risos).</description>
<category domain="http://www.interblogs.com.br/homerofonseca">Homero Fonseca</category>
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<pubDate>Tue, 21 Oct 2008 06:48:00 -0200</pubDate>
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<title>De volta ao futuro</title>
<link>http://www.interblogs.com.br/sergioxavier/post.kmf?cod=7774073</link>
<description>&lt;b&gt;Depois de uma campanha monótona e burocrática no Recife, onde o PV foi mero coadjuvante, podemos voltar a construir o futuro&lt;/b&gt;</description>
<category domain="http://www.interblogs.com.br/sergioxavier">Sérgio Xavier</category>
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<pubDate>Mon, 13 Oct 2008 06:55:00 -0300</pubDate>
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