Ligação entre o Agreste e a fértil região da Mata Sul, Sairé surgiu como um ponto de passagem, atraindo povoadores que fundaram plantios de mandioca, cana e café. Distrito de Bezerros, a partir de 1896, com a denominação de São Miguel, o povoado ganhou sua atual designação em 1943. Em seus primórdios era conhecido como Boca da Mata. Sairé ascendeu à categoria de município autônomo pela lei estadual nº 4.942, de 20-12-1963, desmembrado de Bezerros. Para alguns, a origem do topônimo estaria numa corruptela de Sirinhaém, o rio. Os dicionários definem o vocábulo de forma diversa, como o Aurélio, que traz três acepções diferentes: "Dança e canto dos tapuias. Espécie de andor que consiste num semicírculo de madeira sobre o qual se apóiam dois semicírculos menores, encimados por uma cruz. Festa popular durante a qual este instrumento era carregado em procissão só de mulheres". Já Luiz Caldas Tibiriçá (1997) acredita vir de sair-é, ou seja, "saíra diferente", um pássaro do gênero Tangara, abundante na América do Sul. Ele argumenta que a interpretação de dança indígena é improvável, por se tratar de uma manifestação de índios do Pará.
Dados gerais
Gentílico: saireense. População: 13.649. Zona urbana: 5.648. Zona rural: 8.001. Área: 195km². Região: Agreste/Brejo Pernambucano. Localização: Distante 114km da capital.
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