InterBlogs

Blog de Marcelo Abreu | InterBlogs

AchaNoticias
busca avançada

Destaque

Resultado nas olimpíadas fortalece propaganda chinesa

Pela primeira vez desde 1956 surge um novo gigante no cenário das olimpíadas. Desde os distantes jogos de Melbourne, quando a então União Soviética liderou o quadro de medalhas pela primeira vez, nenhum novo país havia conquistado o maior número de medalhas como fez ontem a China, ao encerrar sua participação nos Jogos de Pequim. Isso representa um forte e novo impulso na auto-estima chinesa, que vem a somar-se às conquistas nos índices de crescimento econômico das últimas décadas.

Junto com a própria organização dos jogos, o resultado positivo no quadro de medalhas ajuda também no polimento da imagem da China. E colabora no avanço do país na arena internacional, onde os chineses competem por matérias-primas, sobretudo na África, e vão conquistando mercados para suas grandes empresas multinacionais.

Clique no título para ler texto completo

Blog

24/08/2008 - 10h51

Quem vai pagar a conta?

A viagem do Centro de Imprensa, no norte de Pequim, até o complexo de Wukesong, na zona oeste, onde acontecem as disputas do beisebol e do basquete, dura cerca de 40 minutos. É feita através de uma via expressa recém-construída, sem engarrafamentos.

O que impressiona é o cenário ao longo da avenida radial. São grande edifícios em estilos variados: alguns são torres de vidro de linhas arrojadas como se vê em qualquer grande cidade do mundo. Outros são combinações da arquitetura contemporânea com elementos tradicionais chineses, que configuram uma salada pós-moderna de gosto duvidoso (como o uso que fazem do tradicional teto chinês - aquele dos filmes de kung fu – no alto de edifícios construídos recentemente).

Há também aventuras neoclássicas, prédios monumentais com colunas dóricas na fachada principal. Todos estão fartamente iluminados com neon, não só anunciando o nome da empresa (muitos são hotéis) como também marcando todo o contorno em vários padrões e cores. E há os imponentes edifícios do governo, um misto de caserna, realismo socialista e toques modernos.

Clique no título para ler texto completo

23/08/2008 - 07h52

Voluntários da Pátria

A Olimpíada é um evento gigantesco no qual todos ganham dinheiro (atletas, comitês nacionais, patrocinadores, mídia eletrônica), mas baseia sua estrutura em mão-de-obra gratuita, os chamados voluntários. São jovens universitários que, ávidos por participar de alguma forma do evento (martelado nas suas cabeças durante anos), topam fazer qualquer coisa para vestir um uniforme e ver um pouquinho dos tão falados jogos.

Pequim não inventou o voluntariado, que já é uma tradição em copas do mundo e olimpíadas. Mas elevou a figura do voluntário a um novo patamar em termos de número e participação. Uma força-tarefa de cem mil jovens foi adestrada para trabalhar nestas olimpíadas. É um trabalho que acontece 24 horas por dia, envolvendo desde tarefas disputadas, como participar de cerimônia de entrega de medalhas, até funções consideradas menos nobres, como limpar banheiros nos estádios e centros de imprensa.

Eles estão em todos os lugares e sempre em grande número. Em geral, há quatro ou cinco voluntários onde apenas um seria necessário. Até Dunga reclamou que tinha voluntário demais na Vila Olímpica. Eles adotam com empenho a mania chinesa de estender o braço para indicar o que o convidado deve fazer. Acham que estão sendo delicados, mas acabam tratando os visitantes como estes fossem crianças que não soubessem ainda andar na rua.

Clique no título para ler texto completo

22/08/2008 - 08h40

Espetáculo e derrota

Divulgação
Fotografia ilustrativa

O assunto em Pequim no final da noite da quinta-feira não podia ser outro: a derrota sofrida pela seleção brasileira feminina de futebol na disputa pelo ouro com os Estados Unidos. Poucas vezes se viu um resultado tão injusto no futebol. O Brasil deu um show do começo ao fim. Foi melhor no primeiro tempo e dominou todo o segundo tempo. Na prorrogação, continuou correndo como se o jogo estivesse começando, e criou inúmeras oportunidades de gol. Mas não marcou. O resto são os clichês que já conhecemos.

Marta e companhia jogam com velocidade, objetividade e uma técnica rara de se ver. Aparentam um comprometimento e uma vontade que há muito se perdeu no futebol profissional, entre os homens. Ontem só faltou o principal, a capacidade de conclusão. Quando da bola não quer entrar, não tem jeito. As norte-americanas levaram um belo passeio em 80 por cento do jogo, mas tiveram mais pernas para concluir, até porque não correram tanto quanto as brasileiras.

Clique no título para ler texto completo

21/08/2008 - 06h17

Uma outra final no basquete

A final mais esperada desta Olimpíada, pelo menos pelos anfitriões, seria no basquete, entre os Estados Unidos e a China. Mas ontem o sonho foi por água abaixo. A Lituânia venceu a China por 94 a 68, nas quartas-de-final, e despachou o time do gigante Yao Ming (2m26), o astro do Houston Rockets, na NBA, que é um dos principais atletas de toda a delegação chinesa.

Os norte-americanos prosseguiram com sua campanha imbatível vencendo a fácil Austrália por 116 a 85. O astro Kobe Bryant teve o melhor aproveitamento fazendo 21 pontos para os norte-americanos.

Clique no título para ler texto completo

20/08/2008 - 07h10

E lá se vai mais uma medalha

É isso que em que dá enfrentar apenas adversários fáceis na primeira fase. A seleção de futebol olímpica se acostumou a um joguinho tático para vencer pelo cansaço adversários bem mais fracos que só se defendiam. Quando pegou um time de primeira, como a Argentina, que une técnica apurada com a garra de sempre, foi o vexame de ontem.

O juiz uruguaio Martin Vasquez fez o resto do trabalho, marcando um pênalti no mínimo duvidoso para a Argentina (que resultou no terceiro gol), anulando um gol de Alexandre Pato, e expulsando dois jogadores brasileiros, Lucas e Thiago Neves. O Brasil fez muitas faltas mas não foi violento. As expulsões foram injustas e encerraram as possibilidades da canarinha no jogo. Aí foi torcer para a partida terminar logo e a goleada não ser pior.

Clique no título para ler texto completo

19/08/2008 - 07h41

Isinbayeva

Ela serviu no exército russo como sargento mas tem olhos de atriz do cinema italiano. Yelena Isinbayeva, 26 anos, protagonizou ontem o primeiro grande momento olímpico do Estádio Nacional Ninho de Pássaro com o recorde mundial conseguido no salto com vara. Eram 22h18 em Pequim (11h18 em Brasília) quando Isinbayeva, já na terceira e última tentativa, conseguiu saltar 5,05 metros, batendo seu próprio recorde mundial de 5,04 m, conquistado em Mônaco, há apenas 20 dias. Antes, na mesma noite, a russa já havia conquistado a medalha de ouro e batido o recorde olímpico ao saltar 4,95 m, de novo elevando o próprio recorde em um centímetro, marca conquistada por ela em Atenas.

Havia de tudo acontecendo no Ninho de Pássaro, ontem à noite, inclusive as finais do salto em distância masculino, dos 3 mil metros com obstáculos, e dos 400 metros com barreira. Mas foi Isinbayeva que fez todo mundo ir dormir mais tarde, alterando o horário de encerramento das competições. Ela ficou mais de duas horas fazendo as tentativas de salto, primeiro para tentar a medalha de ouro, depois para bater o recorde mundial. Bonita, olhos grandes realçados pela maquiagem, consagrada já pela imprensa como uma das musas da Olimpíada de Pequim, Isinbayeva é afável e sorri com facilidade (fato notável, considerando-se que é russa). Por isso, contou com a torcida de todo mundo. Foram duas tentativas frustradas de conquistar o recorde mundial. Somente na terceira, deu certo.

Clique no título para ler texto completo

18/08/2008 - 05h44

É preciso mais ginástica

CGB - Divulgação
Fotografia ilustrativa

Jade Barbosa

Em seu dia decisivo em Pequim, a ginástica artística brasileira mostrou que ainda falta muito para disputar medalhas com as feras dos países que tem tradição no esporte. Falta sobretudo tranqüilidade emocional para não falhar nos momentos decisivos, como aconteceu ontem com Diego Hypólito, Jade Barbosa e Daiane dos Santos que, nervosos, cometeram, em suas apresentações, erros que poderiam ser evitados.

Os vencedores, em sua maioria, são de escolas que prezam pela disciplina total, coisa que está longe do modo brasileiro de ser. Na apresentação no solo, ganhou o chinês Zou Kai. No salto sobre o cavalo, a norte-coreana Hong Un Jong. No cavalo, o outro chinês, o militar de prosfissão Xiao Qin. Precisa dizer mais alguma coisa?

Clique no título para ler texto completo

17/08/2008 - 10h16

Uma noite na ópera

Se você nunca gostou de ópera, continue lendo. A chamada Ópera de Pequim consegue mexer com todas as idéias pré-concebidas que possamos ter sobre esse gênero artístico. Não se sabe quem decidiu chamar o jingju de ópera. Acontece que é assim que essa forma artística ficou conhecida nas línguas ocidentais. Mas o jingju - assim se chama em chinês - é muito mais do que uma ópera no sentido ocidental. É uma apresentação que envolve dança, canto, artes marciais, teatro, acrobacia e música tradicional tocada ao vivo por uma orquestra de oito músicos.

No período revolucionário, a ópera passou por dificuldades. Tudo o que era tradição foi questionado. Mesmo somente há dez anos, o gênero era restrito a poucos lugares na capital chinesa. Ao contrário de grandes capitais do ocidente, Pequim não tinha um grande teatro principal onde as produções importantes pudessem ser levadas. Mas com o desenvolvimento econômico e a presença de mais estrangeiros na cidade, as apresentações de ópera tradicional se multiplicaram. Agora no período olímpico, está havendo mais apresentações na cidade do que na época do último imperador. Clique no título para ler texto completo

16/08/2008 - 09h46

Acrobacia kitsch

A China tem uma longa tradição na acrobacia. Trupes chinesas percorrem o mundo de tempos em tempos demonstrando a habilidade com os saltos e os contorcionismos. Mas a China contemporânea – governada pelo espírito do novo rico – é capaz de estragar também essa forma de arte. É o que mostra o espetáculo intitulado Splendid, a maior produção de acrobacia em cartaz na Pequim olímpica.

O show reúne 68 jovens da Trupe Nacional de Acrobatas da China, fundada, em 1950, sob a supervisão direta do premiê comunista Zhou Enlai (eles adoram essas referências). Os acrobatas são de alto nível e o espetáculo de duas horas é, tecnicamente, quase perfeito. Mas peca pelo excesso de efeitos especiais. Música ocidental melosa, gelo seco, roupas brilhosas, imagens projetadas em telas, passos de dança à la Michael Jackson dos anos 80, tudo colabora para tirar a atenção das habilidades dos acrobatas e dar ao espetáculo um tom decididamente kistch.


Clique no título para ler texto completo

15/08/2008 - 07h57

China e Japão

Reuters
Fotografia ilustrativa

Nenhum dos dois gosta da comparação. A geografia os colocou próximos e a história os separou ao longo de séculos de conflitos e guerras. Mas é impossível não perceber ecos do Japão aqui na China em desenvolvimento. Os chineses protestarão, dizendo que o Japão é que copiou boa parte da cultura tradicional chinesa. É verdade, mas isso é coisa dos séculos passados. Agora é a China que copia, quando não macaqueia, hábitos consagrados no Japão moderno. Inevitável. Afinal, dos dois, foi o Japão que primeiro se desenvolveu dentro dos parâmetros do capitalismo e tornou-se, na Ásia, um modelo de modernidade. Clique no título para ler texto completo

©InterJornal 2001 - 2009 - SX Brasil Comunicação Digital