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Cultura em tempos de crise

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Íntegra de entrevista concedida à jornalista Mirella Martins e publicada parcialmente em reportagem deste domingo (9/11) no Jornal do Commércio do Recife.

- A produção cultural no Brasil ficará mais cara depois desta turbulência econômica?
Sérgio Xavier - Acho que os maiores impactos poderão ocorrer na redução dos recursos para financiar a produção cultural. Com a retração econômica as empresas terão receitas menores e os governos arrecadarão menos impostos. Com isso, as verbas de patrocínio, as aplicações nas leis de incentivo e os fundos públicos poderão ficar menores. Isso exigirá mobilização do setor para garantir a manutenção dos orçamentos públicos, que já são insuficientes e não podem sofrer mais cortes. Também exigirá maior capacidade dos produtores no sentido de apresentar projetos mais atraentes e com custos menores.

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13/10/2008 - 06h55

De volta ao futuro

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Depois de uma campanha monótona e burocrática no Recife, onde o PV foi mero coadjuvante, podemos voltar a construir o futuro

Fim das eleições. Abre-se um novo ciclo de oportunidades. Indicadores mostram que a ideologia verde desponta como nova referência concreta no País. O PV duplicou os votos em relação à última eleição municipal. E teve forte receptividade onde apresentou-se como alternativa limpa e criativa. Elegeu 76 prefeitos e 1.251 vereadores no Brasil, somando quase 3 milhões de votos (o dobro de 2004). Foi o partido que mais cresceu percentualmente, atingindo 108% de expansão nos votos válidos.

Em Pernambuco, por não ter apostado na própria capacidade de liderar a renovação política (a nossa proposta de candidatura própria para prefeito do Recife não foi encampada pela maioria da direção estadual), o PV teve resultado muito aquém da sua potencialidade. Ficou preso a alianças do passado. Perdeu a chance de mostrar suas idéias, seus diferenciais e consolidar sua identidade original. Entretanto, elegeu 29 vereadores, 2 na capital, com votações expressivas. Além de revelar diversos candidatos de alta qualidade, não-eleitos, mas que merecem destaque e reconhecimento.

Os números nacionais são muito positivos, mas, é claro, o que realmente vai contribuir com a evolução da nossa política (e consequentemente da sociedade) é a qualidade da ação dos “verdes” eleitos e também dos dirigentes e militantes. Portanto, não basta comemorar estatísticas, é fundamental cobrar postura ética, coerência programática e ação em defesa dos interesses públicos e da sustentabilidade, no mais profundo sentido.

É hora de retomar a construção do futuro, fortalecendo um ativismo político independente.

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02/07/2008 - 14h42

Por uma política-mangue para o Recife - Candidatos múltiplos em defesa da sustentabilidade

Sérgio Xavier

Defendemos idealística e apaixonadamente uma candidatura própria do PV para prefeito do Recife (veja manifesto abaixo: “Por um PV ativista e independente”). Infelizmente venceu a visão pragmática. Em busca de uma composição que facilitasse a reeleição dos atuais dois vereadores, o PV recifense preferiu manter a coligação proporcional com o PPS e segui-lo no apoio à candidatura majoritária do PSC.

A decisão foi precedida de intenso debate durante dez dias, após a retirada da candidatura de Raul Jungmann do PPS (da frente PV-PPS que parecia consolidada). A proposta de candidatura própria a prefeito, que teve o apoio de grande parte da executiva regional, do vereador Daniel Coelho, de lideranças nacionais (como Alfredo Sirkis e Fernando Gabeira) e de muitos filiados e simpatizantes, não avançou porque o PPS, após retirar seu candidato, decidiu unilateralmente caminhar com o candidato Cadoca, deixando o PV isolado (o que dificultaria a eleição de vereadores verdes). Faltou ousadia e crença nas potencialidades de uma candidatura diferente, fora dos velhos padrões da política.

Mas o nosso projeto não é apenas ter uma candidatura verde. Nosso projeto, coletivo e ideológico, é ter uma Cidade, um País, um Planeta verde, uma civilização sustentável. É isso que sonhamos e buscamos, desde que criamos o PV nos anos 80. E desde antes, quando fazíamos movimento ecológico e estudantil, quando editávamos jornais alternativos em defesa de ciclovias, energias renováveis, consumo consciente e um modelo de eco-desenvolvimento. Portanto, vamos continuar buscando outras formas de avançar.

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22/06/2008 - 06h24

Inovação Verde - Por um PV ativista e independente

O Partido Verde não pode ter medo de ousar, nem pode abandonar sonhos e ideais


O PV pernambucano pela primeira vez tem a oportunidade de se mostrar ativo, independente e propositivo numa campanha majoritária no Recife. Pela primeira vez poderá ser vanguarda no cenário político e não apenas coadjuvante de projetos eleitorais. Pela primeira vez tem a chance de mostrar suas idéias, sua cara limpa, e suas potencialidades de inovação. Clique no título para ler texto completo

31/05/2008 - 18h22

Cultura Digital e Redes Colaborativas - Desafios da democratização

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Com a Web 2.0 (segunda geração da Internet, com ferramentas interativas que possibilitam aos indivíduos criar e inserir seus próprios conteúdos digitais na rede, transformando-se em “prosumidores”: produtores e consumidores ao mesmo tempo) é possível não apenas inserir e trocar conteúdos, mas pesquisar e acessar uma imensidão de informações, idéias e conhecimentos, mudando radicalmente os velhos processos de comunicação e produção criativa.

Porém, é fundamental avaliar de forma crítica e cuidadosa a procedência e a atualidade dos conteúdos acessados, que nem sempre são confiáveis. Também é fundamental perceber que há uma expressiva democracia no uso das tecnologias de informação da nova economia digital, mas as grandes empresas e o poderoso capital internacional ainda dominam a Internet e as redes de telecomunicações. Além disso, grandes parcelas da população ainda encontram-se excluídas da rede. Leia mais, clicando no título.

01/12/2007 - 11h01

A Teia vai pegar você

O iTEIA está no ar. Em fase inicial, esta nova rede colaborativa de cultura, cidadania e informação está interligando artistas, produtores, Pontos de Cultura, instituições culturais e públicos de todas as tribos.

O projeto envolverá vídeos, músicas, textos, fotos, noticias, dados de produtores e autores, além de informações e indicadores culturais. Também prevê canais de orientação e capacitação; de divulgação de projetos culturais e ambientes de aproximação entre artistas, produtores, patrocinadores e público (que poderá promover rankings de melhores conteúdos, votando nos seus links preferidos).

Na versão inicial, lançada 9 de novembro em Belo Horizonte, funcionarão os canais de textos, autores, colaboradores e notícias. Em breve, outros módulos serão incluídos. Conheça e interligue-se: www.iteia.org.br

01/06/2007 - 10h46

Artecimento Global

A diversidade cultural da humanidade é tão essencial quanto a biodiversidade da terra. Há espécies em extinção e expressões artístico-culturais em extinção... Precisamos conhecer e preservar os recursos culturais do ‘ecossistema’ humano, da mesma forma como devemos cuidar dos recursos naturais.

Ampliar a troca de riquezas simbólicas é uma prioridade planetária. A internet abre possibilidades. Pode quebrar supremacias e valorizar a liberdade, a cooperação e a diversidade. O fluxo multilateral da linguagem humana é tão importante quanto a informação genética de todas as espécies.

Precisamos de bons conteúdos fluindo por satélites e antenas, ligando pessoas. Com esse pensamento criamos o projeto iTEIA. Um sistema de comunicação digital para interações multilaterais. O site www.intercidadania.net apresenta síntese da idéia.

12/05/2007 - 13h22

Caminhos para financiar a cultura

Cultura gera ‘produtos’ para cidadãos e não só para consumidores. Produção Cultural não é uma indústria qualquer. Seu financiamento deve ser determinado por políticas públicas e não o inverso. As políticas culturais não podem ser sufocadas pelos minguados orçamentos governamentais (abaixo de 1%). Submeter os verbos aos limites das verbas é podar as expressões e imaginações de um povo.

01/03/2007 - 08h02

Um modelo para financiar a Cultura

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ILUSTRAÇÃO

Os mecanismos de financiamento do Estado e do Mercado são complementares e devem ser estruturados e divulgados de forma integrada, visando facilitar o acesso aos recursos.

As leis de incentivo situam-se na fronteira das duas dimensões, unindo recursos públicos e privados no financiamento de projetos culturais.

Permeando este leque devem ser desenvolvidos sistemas de informação que facilitem a gestão, a integração das diversas esferas e, sobretudo, a orientação aos usuários, produtores e artistas.

A sociedade deve ser o alvo final de todo o sistema.

Em síntese, este modelo democratiza as oportunidades de produzir e expressar dos artistas e produtores culturais e, ao mesmo tempo, visa democratizar o acesso da sociedade aos bens culturais produzidos.

11/12/2006 - 20h16

Construindo um novo universo virtual

Blog é uma extensão multimídia das pessoas. É uma imagem virtual dos seus pensamentos, idéias, desejos, crenças, fraquezas, vaidades, sonhos. É o milagre da tecnologia possibilitando que você interaja com outros indivíduos sem a presença física, superando os limites do espaço e do tempo.

15/01/2003 - 20h24

Discurso do ministro Gilberto Gil empossando sua equipe no MinC

BRASÍLIA, 15 DE JANEIRO DE 2003 - Meus amigos, minhas amigas. Estamos, hoje, em meio à nossa segunda semana de trabalho à frente do Ministério da Cultura. E emprego o verbo no plural não por formalidade discursiva ou por alguma praxe protocolar. Mas, sim, porque a equipe que hoje toma posse de seus cargos, já vem trabalhando comigo desde o primeiro dia em que coloquei os pés no MinC – alguns, até mesmo antes disso, em discussões preliminares sobre o trabalho que teríamos pela frente, com a minha aceitação do convite feito pelo presidente Lula para que assumisse a função de ministro da Cultura de seu Governo.

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