A internet, os celulares e a comunicação em rede já demonstraram alta capacidade de integração colaborativa. É hora de pensar aplicações que ultrapassem as meras trocas de mensagens das redes sociais; que superem a era da informação dispersa e aproveitem toda a força da internet 2.0 (altamente interativa) para reduzir desigualdades, criar modelos sustentáveis de desenvolvimento e apontar soluções imediatas, globais, para os grandes e pequenos problemas da humanidade.
Pensar o futuro das redes digitais é pensar em um poderoso instrumento de desenvolvimento global e local; coletivo e individual.
Que tal exercitar algumas visões práticas, prospectando o futuro imediato para as redes e as tecnologias digitais? Seguem algumas idéias para debate:
1 - WorkGames - Jogos de Trabalho
Com o avanço dos games digitais, será possível, em breve, tornar os sistemas de gerenciamento empresariais mais lúdicos e eficientes. Imagino sistemas de gestão e operação empresariais ou industriais (incluindo também organizações públicas) baseado nos vídeo-games.
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21/05/2009 - 20h09
O futuro é criado a partir da soma de todas as escolhas que fazemos individualmente e coletivamente. Portanto não basta fazermos as melhores escolhas sozinhos. Precisamos motivar espontaneamente escolhas desejáveis para as pessoas que nos cercam e para as instituições que dirigem as macro-decisões. Política é fundamental.
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20/05/2009 - 11h03
Por do sol em Fernando de Noronha. Janela de contemplação presencial, sem tecnologia
No futuro próximo (enquanto a humanidade não desenvolver meios telepáticos) a internet e o celular continuarão sendo os melhores meios de comunicação individual e coletiva.
Mas as revoluções não estarão na tecnologia em si. Estarão nas suas aplicações e combinações, misturando novos hábitos, percepções e atitudes; criando uma nova cultura da era digital. E, sobretudo, possibilitando novas formas democráticas de organização e ação política.
É nesta dimensão cultural onde estão as grandes oportunidades, possibilidades e mudanças no presente e futuro. Inclusive nas definições de auto-limites ou auto-regulação, abrindo janelas na rotina diária, para hábitos e reflexões radicalmente opostos ao uso de tecnologias:
- valorizando o tempo livre,
- a privacidade,
- o auto-conhecimento,
- as relações presenciais (com pessoas e com a natureza) e
- as reflexões individuais “off line” em “câmera lenta”, fora da velocidade alucinante promovida pelas novas mídias digitais e pelo excesso de informação.
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09/05/2009 - 07h03
Estamos formulando um programa de gestão pública sustentável para aplicar nos municípios onde o Partido Verde tem participação administrativa. Queremos contribuir com idéias arrojadas e de baixo custo, aplicáveis à realidade financeira e sócio-cultural de cada cidade.
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07/05/2009 - 08h29
Morrer é o limite máximo. Não viver é o limite mínimo.
Em tempos de crises, gripes, estresses de informação, medos sociais... Tento reinventar meus dias, inspirado em "Morrer é nada; não viver é que é medonho", de Victor Hugo, em Os Miseráveis
02/05/2009 - 08h23
Depois de reconhecer erro, sobre uso inadequado de passagens da Câmara, e fazer auto-crítica pública, Fernando Gabeira reflete sobre a importância de encarar a ética na política com realismo, e diz que se sente mais à vontade para continuar com a bandeira da ética, "olhando nos olhos" de políticos e eleitores.
"O político ético não é o político que nunca erra. É o que erra, reconhece que errou e continua adiante. Nós não podemos oferecer aos eleitores uma proposta de infalibilidade. O Obama já teve seus momentos equivocados e deu a volta. A impressão de infalibilidade é facilmente destrutível. A diferença essencial não é entre o político que erra e o que não erra. A diferença essencial é errar, reconhecer e corrigir. Acho que este é o caminho da renovação política", diz Gabeira nesta esclarecedora entrevista ao jornalista Augusto Nunes. Veja a íntegra no link:
http://www.gabeira.com.br/noticias/noticia.asp?id=8556
22/04/2009 - 06h20
O debate sobre as mudanças na Lei Rouanet, não pode reduzir a importância da dimensão cultural brasileira, polarizando as atenções somente para mecanismos de incentivo fiscal. É fundamental formular macropolíticas que tratem da cultura como um bem de grande interesse público, diversificando as fontes de financiamento, considerando os aspectos não mercantilistas e articulando inserção na economia internacional. Para refletir sobre isso, resgato algumas ideias e referências expressadas em evento de 4 anos atrás, nos Estados Unidos. O Brasil precisa aproveitar a articulação internacional iniciada por Gilberto Gil e avançar num grande projeto de desenvolvimento da sua economia da cultura.
(...)
A arte e a cultura estão presentes com tanta intensidade na vida das pessoas, mesmo das mais pobres, mesmo das mais excluídas e esquecidas, que nem sempre é percebida e valorizada. Assim como o ar que respiramos.
Mas imaginem um mundo sem cultura e arte. Imaginem um tempo sem música, sem leitura, sem cinema, sem dança... Imaginem um apagão, um blackout cultural. As nossas vidas seriam um horror. As nações perderiam sua razão de ser. As pessoas perderiam seus sentidos.
Portanto, quando falamos de cultura, falamos da essência humana. Por isso é necessário conectar a cultura a todas as dimensões que fazem o mundo funcionar, sobretudo à economia e aos negócios.
Algo tão fundamental a todos necessita atenção e investimento de todos: Governos, empresas, organizações não governamentais, cidadãos.
E exige dos organismos multilaterais a adoção de medidas de defesa da diversidade cultural e da igualdade de competição entre os países.
(...)
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30/12/2008 - 08h00
A crise econômica aquece ainda mais o debate sobre as Leis de Incentivo à cultura. O cenário de escassez financeira cria mais uma dificuldade no financiamento e patrocínio de projetos culturais. Enquanto isso, o MinC anuncia, mais uma vez, mudanças na Lei Rouanet. Para contribuir com a discussão, segue entrevista concedida em dezembro de 2008 à jornalista Denise Trevisan para uma revista de São Paulo. Foco: importância da Lei Rouanet e principais ajustes que devem ser realizados para democratizar o acesso a recursos e melhorar resultados.
Denise Trevisan - Na sua opinião, quais os impactos da Lei Rouanet na produção cultural brasileira? Gostaria que você me falasse dos aspectos positivos e negativos ao longo desses anos, descrevendo o papel do FNC e do mecenato.
Sérgio Xavier - A Lei Rouanet tem um papel muito positivo na produção cultural brasileira. Não apenas por possibilitar a captação anual de quase de 1 bilhão de Reais, mas por servir de referência para leis estaduais e municipais, e por ser um instrumento motivador da participação das empresas no financiamento. Mas é claro que precisa de ajustes, como, por exemplo, uma mudança que possibilite agregar mais recursos próprios dos patrocinadores, já que eles escolhem os projetos e se beneficiam com a visibilidade das suas marcas.
Entretanto, a base conceitual da Lei Rouanet é muito consistente e contemporânea, pois busca equilibrar as responsabilidades do Estado e do Mercado no processo de financiamento. É composta por três instrumentos: FNC, Ficart e Mecenato, que abrangem o papel do Estado (FNC), o papel do Mercado (Ficart) e uma zona intermediária que combina essas duas dimensões (Mecenato, baseado na isenção de imposto de renda). [Leia mais, clicando no título]
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09/11/2008 - 07h30
Íntegra de entrevista concedida à jornalista Mirella Martins e publicada parcialmente em reportagem deste domingo (9/11) no Jornal do Commércio do Recife.
- A produção cultural no Brasil ficará mais cara depois desta turbulência econômica?
Sérgio Xavier - Acho que os maiores impactos poderão ocorrer na redução dos recursos para financiar a produção cultural. Com a retração econômica as empresas terão receitas menores e os governos arrecadarão menos impostos. Com isso, as verbas de patrocínio, as aplicações nas leis de incentivo e os fundos públicos poderão ficar menores. Isso exigirá mobilização do setor para garantir a manutenção dos orçamentos públicos, que já são insuficientes e não podem sofrer mais cortes. Também exigirá maior capacidade dos produtores no sentido de apresentar projetos mais atraentes e com custos menores.
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13/10/2008 - 06h55
Depois de uma campanha monótona e burocrática no Recife, onde o PV foi mero coadjuvante, podemos voltar a construir o futuro
Fim das eleições. Abre-se um novo ciclo de oportunidades. Indicadores mostram que a ideologia verde desponta como nova referência concreta no País. O PV duplicou os votos em relação à última eleição municipal. E teve forte receptividade onde apresentou-se como alternativa limpa e criativa. Elegeu 76 prefeitos e 1.251 vereadores no Brasil, somando quase 3 milhões de votos (o dobro de 2004). Foi o partido que mais cresceu percentualmente, atingindo 108% de expansão nos votos válidos.
Em Pernambuco, por não ter apostado na própria capacidade de liderar a renovação política (a nossa proposta de candidatura própria para prefeito do Recife não foi encampada pela maioria da direção estadual), o PV teve resultado muito aquém da sua potencialidade. Ficou preso a alianças do passado. Perdeu a chance de mostrar suas idéias, seus diferenciais e consolidar sua identidade original. Entretanto, elegeu 29 vereadores, 2 na capital, com votações expressivas. Além de revelar diversos candidatos de alta qualidade, não-eleitos, mas que merecem destaque e reconhecimento.
Os números nacionais são muito positivos, mas, é claro, o que realmente vai contribuir com a evolução da nossa política (e consequentemente da sociedade) é a qualidade da ação dos “verdes” eleitos e também dos dirigentes e militantes. Portanto, não basta comemorar estatísticas, é fundamental cobrar postura ética, coerência programática e ação em defesa dos interesses públicos e da sustentabilidade, no mais profundo sentido.
É hora de retomar a construção do futuro, fortalecendo um ativismo político independente.
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02/07/2008 - 14h42
Defendemos idealística e apaixonadamente uma candidatura própria do PV para prefeito do Recife (veja manifesto abaixo: “Por um PV ativista e independente”). Infelizmente venceu a visão pragmática. Em busca de uma composição que facilitasse a reeleição dos atuais dois vereadores, o PV recifense preferiu manter a coligação proporcional com o PPS e segui-lo no apoio à candidatura majoritária do PSC.
A decisão foi precedida de intenso debate durante dez dias, após a retirada da candidatura de Raul Jungmann do PPS (da frente PV-PPS que parecia consolidada). A proposta de candidatura própria a prefeito, que teve o apoio de grande parte da executiva regional, do vereador Daniel Coelho, de lideranças nacionais (como Alfredo Sirkis e Fernando Gabeira) e de muitos filiados e simpatizantes, não avançou porque o PPS, após retirar seu candidato, decidiu unilateralmente caminhar com o candidato Cadoca, deixando o PV isolado (o que dificultaria a eleição de vereadores verdes). Faltou ousadia e crença nas potencialidades de uma candidatura diferente, fora dos velhos padrões da política.
Mas o nosso projeto não é apenas ter uma candidatura verde. Nosso projeto, coletivo e ideológico, é ter uma Cidade, um País, um Planeta verde, uma civilização sustentável. É isso que sonhamos e buscamos, desde que criamos o PV nos anos 80. E desde antes, quando fazíamos movimento ecológico e estudantil, quando editávamos jornais alternativos em defesa de ciclovias, energias renováveis, consumo consciente e um modelo de eco-desenvolvimento. Portanto, vamos continuar buscando outras formas de avançar.
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